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Música de Mato Grosso avança, mas patrimônio exige três etapas

Primeira votação reconhece “É Bem Mato Grosso” como hino popular; texto ainda passará por comissão, segundo turno e sanção.

Fachada da sede da Assembleia Legislativa de Mato Grosso em Cuiabá
Edifício Dante Martins de Oliveira, sede da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá.Foto: Bruno Luiz / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou nesta quarta (28) o projeto que reconhece “É Bem Mato Grosso” como hino popular e patrimônio imaterial. Foi a primeira votação. A decisão ainda não transforma a proposta em lei.

O Projeto de Lei 661/2026, do deputado Dilmar Dal Bosco, passará pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Depois, deverá retornar ao plenário para segunda votação. A previsão informada é retomar a análise na próxima quarta-feira (4).

A canção foi composta por Pescuma de Morais e pelo jornalista Ulisses Serotini. Ficou conhecida na interpretação do trio Pescuma, Henrique e Claudinho. A letra reúne referências a paisagens, costumes e tradições mato-grossenses.

Primeira aprovação não encerra o processo

Projetos de patrimônio imaterial reconhecem práticas e expressões culturais, não apenas objetos ou prédios. Nesse caso, a proposta trata de uma obra musical e de sua ligação com a memória do estado.

O texto já concluiu uma de quatro etapas esperadas Tramitação do PL 661/2026 após a sessão de 28 de outubro

Etapa Situação
Primeira votação no plenário Aprovada nesta quarta
Análise da CCJR Ainda será realizada
Segunda votação no plenário Prevista para 4 de novembro
Sanção e publicação Posteriores à aprovação final

Fonte: g1, com informações da ALMT. Datas futuras podem mudar conforme a pauta legislativa.

A CCJR examina aspectos constitucionais, jurídicos e de redação antes da nova deliberação. Se houver aprovação final, o texto seguirá os trâmites de sanção e publicação. Por isso, ainda é prematuro afirmar que a música já é oficialmente hino popular.

Televisão ajudou a fixar a canção na memória

A obra também está ligada ao programa “É Bem Mato Grosso”, da TV Centro América. Essa passagem pela televisão amplia seu significado para diferentes gerações. O projeto combina música popular e história da comunicação regional.

Segundo o deputado autor, o reconhecimento busca preservar a música e aproximar os mais jovens das tradições do estado. Pescuma afirmou que vive há 42 anos em Mato Grosso e viu na proposta uma forma de eternizar a obra.

O debate é estadual, não um processo de registro conduzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A aprovação legislativa não deve ser confundida com inclusão no livro nacional de patrimônio imaterial.

O que diz o autor e os intérpretes: Dilmar Dal Bosco defendeu o reconhecimento como preservação da identidade cultural e aproximação das novas gerações. Pescuma destacou a homenagem aos autores e intérpretes e às belezas do estado, em declarações reunidas pelo g1.

O que acontece agora

A próxima informação relevante será o exame da CCJR. Depois dela, o plenário precisa confirmar o texto em segunda votação. Só então começa a etapa final de sanção e publicação.

O projeto também oferece um exemplo de como a memória cultural circula fora dos museus. Uma canção conhecida pela televisão e por apresentações públicas pode ser objeto de política estadual de preservação.

A distinção entre reconhecer e oficializar é central para o leitor. A primeira votação mostra apoio político à proposta. As três etapas seguintes determinarão se o hino popular e o patrimônio imaterial serão formalizados.

Como fizemos: Conferimos a reportagem do g1 publicada em 28/10/2026 e o andamento informado pela ALMT. Separamos a tramitação em quatro etapas para evitar tratar a primeira aprovação como decisão final.

Fontes