FamíliaRevista Terra de Santa Cruz

Bolsa Família reajusta parcelas e eleva adicional da primeira infância

Recomposição de 15,04% em outubro leva o piso a R$ 691 e o adicional por criança de até sete anos incompletos a R$ 173 no mês.

Ilustração abstrata de uma criança, uma cesta de alimentos e uma moeda em tons quentes
Imagem provisória: ilustração abstrata sobre renda e cuidados na primeira infância.Ilustração: Imagem provisória

A folha de outubro do Bolsa Família trouxe reajuste de 15,04% nas parcelas. O valor mínimo garantido por família passou de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio estimado subiu de R$ 675 para R$ 777, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).

O adicional para crianças de zero a sete anos incompletos também mudou. O Benefício Primeira Infância passou de R$ 150 para R$ 173 por criança. A atualização foi definida pelo Decreto nº 13.120, com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

O valor não é igual para todas as famílias

O piso de R$ 691 funciona como garantia mínima, não como parcela única. O programa soma benefícios conforme a composição da família e completa a diferença quando o total fica abaixo desse valor.

O Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante, passou de R$ 142 para R$ 164. O Benefício Variável Familiar, destinado a gestantes, nutrizes e pessoas de sete a 18 anos incompletos, subiu de R$ 50 para R$ 58 por integrante.

Parcela Antes A partir de outubro
Valor mínimo por família R$ 600 R$ 691
Benefício médio estimado R$ 675 R$ 777
Primeira Infância, por criança R$ 150 R$ 173
Renda de Cidadania, por integrante R$ 142 R$ 164
Variável Familiar, por integrante R$ 50 R$ 58

Uma família com duas crianças pequenas pode receber dois adicionais de Primeira Infância, além das parcelas por integrante e de outros componentes. O valor final depende do cadastro e das regras do programa. Não é possível calcular a parcela de uma família sem conhecer sua composição.

O reajuste tenta acompanhar o preço da comida

O MDS descreve a mudança como recomposição do poder de compra. A correção usa o INPC acumulado no período, e não uma promessa de aumento real acima da inflação. O ganho para cada família depende de quais benefícios ela recebe e de como os preços evoluem depois de outubro.

O programa também mantém condicionalidades de saúde e educação. Crianças precisam estar matriculadas e ter acompanhamento de vacinação e crescimento conforme as regras. A transferência de renda ajuda a comprar alimentos, mas funciona junto com escola, unidade de saúde e assistência social.

O cadastro precisa refletir a situação real da casa. Mudança de endereço, renda, nascimento ou composição familiar deve ser informada no Cadastro Único. A atualização evita bloqueios e ajuda o governo a direcionar recursos a quem atende aos critérios.

O que diz o MDS: O ministério afirma que a recomposição preserva a capacidade de proteção de renda e mantém o foco em alimentação e necessidades básicas. A justificativa foi publicada na nota sobre o reajuste, em setembro de 2026.

O próximo acompanhamento é o valor efetivamente recebido e a evolução dos preços essenciais. O piso maior amplia a proteção, mas seu efeito depende da inflação, do emprego e da oferta de serviços públicos para as crianças.

Como fizemos: Consultamos a nota oficial do MDS sobre o Decreto nº 13.120, acessada em 27/10/2026. A tabela reproduz os valores antes e depois informados pelo ministério. Não calculamos o benefício individual de nenhuma família.

Fontes