Congresso em Minas debate ensino religioso e interculturalidade
Evento nacional reúne educadores de 29 a 31 de outubro para discutir alteridade, laicidade e diálogo na educação básica.

Poços de Caldas, em Minas Gerais, recebe de 29 a 31 de outubro o XIII Congresso Nacional do Ensino Religioso. O evento também reúne o V Congresso Latino-Americano de Educação e Ciências da Religião e o XII Colóquio Redeclid. O encontro será organizado pelo Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (FONAPER) em parceria com a PUC Minas.
O tema é “Interculturalidade e Alteridade na Educação Básica”. Em linguagem simples, o congresso discute como a escola pode ensinar sobre religião e cultura sem transformar a aula em catequese ou excluir quem não tem fé.
O que significa ensino religioso não confessional
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) orienta que o ensino religioso trate de conhecimentos religiosos, culturas e ética. A proposta não confessional não escolhe uma religião para convencer os estudantes. Ela apresenta tradições, símbolos, histórias e conflitos com respeito à diversidade.
O congresso afirma que a interculturalidade deve ir além de colocar culturas lado a lado. O objetivo é discutir desigualdades, ouvir grupos diferentes e criar relações de aprendizagem. Essa perspectiva interessa a redes que enfrentam intolerância religiosa e conflitos sobre currículo.
| Eixo do encontro | Pergunta para a escola |
|---|---|
| Interculturalidade | Como reconhecer diferenças sem hierarquizar culturas? |
| Alteridade | Como ensinar a ouvir quem pensa e crê de outro modo? |
| Laicidade | Como garantir espaço para crentes e não crentes? |
| Ética | Que atitudes evitam discriminação no cotidiano? |
A formação dos professores é central. Sem preparo, a aula pode repetir estereótipos ou reduzir religiões afro-brasileiras e indígenas a folclore. Com material adequado, o estudante aprende a identificar diferenças internas de cada tradição e a separar conhecimento de adesão pessoal.
Um debate que chega à sala de aula
O encontro ocorre em um país com católicos, evangélicos, religiões de matriz africana, espíritas, tradições indígenas, outras crenças e pessoas sem religião. A escola pública precisa garantir que ninguém seja constrangido a rezar ou a declarar sua fé.
Isso não elimina a dimensão religiosa da cultura brasileira. Festas, músicas, obras de arte e formas de organização comunitária têm relação com crenças. A tarefa pedagógica é estudar esse patrimônio sem atribuir superioridade a uma tradição.
A programação divulgada não informa número de participantes nem lista completa de mesas. O congresso, portanto, deve ser acompanhado por seus documentos finais e pelas propostas que chegarão às redes de ensino. O impacto real aparecerá quando professores tiverem apoio para planejar aulas e lidar com conflitos.
O que dizem os organizadores: FONAPER e PUC Minas apresentam o congresso como espaço para aprofundar o ensino religioso não confessional, a interculturalidade, a laicidade e a ética da alteridade. A descrição está na página oficial do evento.
A discussão sobre religião na escola é também uma discussão sobre democracia. Uma educação pública forte ensina a conviver com diferenças e protege o direito de crer, mudar de religião ou não crer.
Como fizemos: Consultamos a página do XIII CONERE–V CLAECIR–XII Colóquio Redeclid, acessada em 27/10/2026, e os princípios gerais da BNCC. A tabela organiza os eixos anunciados; não estimamos público nem antecipamos conclusões do encontro.
Fontes
- XIII CONERE — V CLAECIR — XII Colóquio Redeclid (acesso em 27/10/2026)
- Ministério da Educação — Base Nacional Comum Curricular (acesso em 27/10/2026)
- Constituição Federal — liberdade de consciência e crença (acesso em 27/10/2026)



