FéRevista Terra de Santa Cruz

Bispos da CNBB discutem Ano Missionário e Congresso Eucarístico

Conselho Permanente se reuniu em Brasília de 20 a 22 de outubro e tratou de diretrizes pastorais, 75 anos da CNBB e preparação do Ano Missionário.

Três bispos posam diante do painel da 60ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida
Bispos diante do painel da 60ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP), em abril de 2023; a foto não é da reunião de outubro de 2026.Foto: CNBB Regional Oeste 1 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Entre terça-feira (20) e quinta-feira (22) de outubro, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou sua 120ª reunião na sede da entidade, em Brasília. A pauta tratou da vida interna da Igreja: planejamento da missão, eventos nacionais e a memória dos 75 anos da CNBB.

O Conselho reúne os bispos que presidem os regionais da CNBB e as comissões episcopais, equipes de bispos responsáveis por áreas como pastoral e catequese. Segundo o secretário-geral, dom Ricardo Hoepers, o Brasil tem 498 bispos. Desses, 325 estão em atividade e 173 são eméritos, ou seja, aposentados do cargo. Nove dioceses ou arquidioceses estão sem bispo titular.

Diretrizes para os próximos seis anos

O ponto central da análise eclesial foi a aplicação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) 2026–2032. Dom Joel Portella apresentou o tema. As DGAE são o guia nacional da Igreja para a evangelização, ou seja, para levar a fé às pessoas.

Os bispos aprovaram o documento na 62ª Assembleia Geral da CNBB. Ele foi lançado em 17 de junho de 2026, em Brasília, durante uma reunião do Conselho Permanente. Segundo a Vatican News, as versões anteriores valiam por quatro anos. Esta vale por seis.

Na mesma reunião, o Conselho aceitou os estatutos da Cáritas Brasileira, organismo de ação social da Igreja, e da Sociedade Brasileira de Canonistas, entidade de especialistas em direito da Igreja. A Pastoral Carcerária, que atua junto a presos, apresentou uma pesquisa nacional sobre como a prisão afeta as famílias dos detentos. A nota da CNBB não traz os números dessa pesquisa.

O que chega às paróquias

No dia 22, o Grupo de Assessores (GA), que reúne os assessores das comissões, discutiu iniciativas pastorais. Segundo padre Tiago Camargo, subsecretário de Pastoral da CNBB, o destaque foi a organização do Ano Missionário 2028/2029. As comissões poderão participar da preparação de forma sinodal, ou seja, com escuta ampla e decisão em conjunto.

Um formulário sobre o Ano Missionário deve ser respondido até fevereiro de 2027. Sobre a Campanha da Fraternidade 2027, padre Tiago afirmou: “Pensamos instrumentos que podem nos ajudar a ampliar o conhecimento da campanha”.

A Campanha para a Evangelização acontece no Advento, período de quatro semanas antes do Natal. Um cartaz está sendo impresso, com cinco exemplares para cada paróquia do Brasil. Também há material para rádio, TV e redes sociais. O GA ainda tratou de prazos: os relatórios do quadriênio das comissões vencem em 1º de novembro, e a proposta de orçamento de 2027 em 10 de novembro.

O que diz a CNBB: Em reportagem publicada no seu site, a entidade informou que o Conselho analisou a conjuntura social e a aplicação das DGAE 2026–2032. O Grupo de Assessores, por sua vez, detalhou as tarefas das comissões para o próximo período.

O que isso significa

Para o católico comum, o efeito mais direto está na paróquia. O cartaz da campanha, o formulário do Ano Missionário e as diretrizes da evangelização devem chegar às comunidades nos próximos meses.

Algumas questões seguem abertas. As reportagens consultadas não trazem data nem local do Congresso Eucarístico Nacional. Também não detalham a pesquisa da Pastoral Carcerária. Os próximos passos são os prazos de novembro e o formulário até fevereiro de 2027.

Como fizemos: Usamos as reportagens do site da CNBB sobre a 120ª reunião do Conselho Permanente e sobre a reunião do Grupo de Assessores (publicada em 23/10/2026), e a cobertura da Vatican News de 18/06/2026 sobre as DGAE 2026–2032. Os dados foram acessados em 24/10/2026. Não fizemos cálculos próprios. Os números de bispos são os informados pela CNBB, sem verificação independente.

Fontes