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CNBB pede voto consciente no segundo turno e não indica candidatos

Nota do Conselho Permanente da CNBB, de 21 de outubro, pede voto livre e consciente em 25 de outubro, defende a Constituição e não cita candidatos.

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Na noite de quarta-feira (21), o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota sobre o segundo turno das eleições de 2026. A votação será no domingo, 25 de outubro. A nota pede voto consciente e não indica nenhum candidato.

A CNBB é a entidade que reúne os bispos católicos do Brasil. A nota desta semana é do Conselho Permanente da entidade, segundo as reportagens que reproduzem o texto.

A entidade já havia se manifestado no primeiro turno. Em 4 de outubro, dia da votação, a CNBB publicou nas redes sociais que “a democracia reconhece a dignidade de cada pessoa”. A postagem convidava os eleitores a participar “de modo responsável na busca do bem comum”, segundo a Tribuna do Planalto. Ela não declarou apoio a candidatos ou partidos.

Em setembro, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o PT teria contado com pessoas de dentro da CNBB para espalhar uma notícia falsa sobre a padroeira do Brasil. A entidade negou envolvimento, de acordo com o Espaço do Povo.

O que a nota pede ao eleitor

A nota começa pedindo participação. “Encorajamos a participação consciente de todos neste segundo turno das eleições”, diz o texto.

Em seguida, trata da liberdade do voto. “O voto é livre e secreto. Ameaçar ou pressionar eleitores, bem como negociar votos, são práticas inadmissíveis”, afirma a nota, segundo O Tempo.

Para escolher, o eleitor deve observar os candidatos. “Cada eleitor é convidado a considerar a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia”, diz a nota. Ela cita também as condições de vida do povo.

A nota reafirma a Constituição. “Reafirmamos a importância da defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e do respeito aos resultados legítimos das urnas”, diz o texto. Estado Democrático de Direito é o regime em que o poder público segue a Constituição e as leis.

O que a nota cobra de quem for eleito

A nota lista o que, segundo os bispos, o país precisa. “O Brasil, como país soberano, necessita de trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade.” O texto acrescenta que é preciso “cuidar do meio ambiente, garantir os direitos humanos e promover a paz”.

Os bispos também tratam do papel do eleito. “Espera-se que todos os eleitos assumam esses compromissos com determinação”, segundo O Tempo. Já aos cidadãos, a nota diz que os governos recebem mandatos, mas a população mantém o papel de “participar, fiscalizar e reivindicar”.

O que a nota não diz

A nota não nomeia candidatos nem partidos. O Tempo, que reproduz o texto, não encontrou menção a Lula ou a Flávio Bolsonaro no documento.

Também não há orientação de voto em nenhuma candidatura. O texto fala em critérios e princípios, sem dizer em quem votar.

Dom Jaime Spengler, eleito presidente da CNBB em 2023 para o mandato até 2027, não aparece em declaração sobre o segundo turno nas fontes que consultamos.

O que diz a CNBB: Em nota do Conselho Permanente, divulgada em 21 de outubro, a entidade pede “participação consciente” e voto “livre e secreto”. O texto não indica candidatos. A íntegra está no site da CNBB.

O que isso significa

A nota é um documento de princípios. Ela oferece critérios, como histórico, práticas e compromisso com a democracia. A escolha final continua com cada eleitor, no domingo, 25 de outubro.

Fica em aberto como esses critérios se aplicam a cada candidatura. Quem quiser comparar as propostas pode consultar os planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Como fizemos: Usamos a nota do Conselho Permanente da CNBB, divulgada em 21 de outubro de 2026. As citações vêm do texto reproduzido pelo O Tempo e pelo Jornal O São Paulo, acessados em 22 de outubro de 2026. Não tivemos acesso ao PDF integral da nota, por isso citamos os trechos publicados pelos veículos. Não fizemos cálculo próprio. A análise não mede a influência da nota no resultado da eleição.

Fontes