Cultura

Bienal do Livro de SP termina com recorde de 760 mil visitantes

A 28ª edição, com a Espanha como país convidado, teve entrada grátis para crianças até 12 anos e vale-livro para mais de 51 mil alunos da rede municipal.

Ilustração abstrata de azulejos com quadrifólios, em ocre, dourado e tons de linho (imagem provisória)
Imagem provisória, a ser substituída antes do lançamento.Ilustração: Imagem provisória

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo terminou no domingo (13) com cerca de 760 mil visitantes em dez dias, segundo o portal Metrópoles. Foi a maior Bienal paulistana da história: em 2024, a feira havia recebido 722 mil pessoas.

A Bienal ocupou o Distrito Anhembi, na zona norte da capital, de 4 a 13 de setembro. O evento é promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e organizado pela empresa RX. Nesta edição, foram 269 expositores, cerca de 800 autores, 91% deles brasileiros, e 3,65 milhões de livros à venda.

A organização também informou que a média de faturamento dos expositores subiu 57% em relação à edição anterior. Houve cinco dias com ingressos esgotados, segundo a organização.

A Espanha como convidada

A Espanha foi o país convidado de honra, com um pavilhão de cerca de 500 metros quadrados. A curadoria foi da escritora espanhola Marta Sanz. O espaço reuniu debates, exposições e encontros sobre a literatura que se faz hoje no país europeu.

Leitura em família

A feira foi pensada também para crianças e famílias. Segundo a CBL, crianças de até 12 anos e pessoas com mais de 60 entraram de graça. Professores também não pagaram, e estudantes tiveram direito a meia-entrada.

A programação teve o Espaço Infantil e caminhões do BiblioSesc, com atividades de leitura voltadas sobretudo a crianças e famílias. O Espaço Educação recebeu educadores, estudantes e pais. Ao todo, a programação se espalhou por 11 espaços, um deles dedicado ao cordel e ao repente, tradições da poesia popular nordestina. Antes da abertura, a organização previa cerca de 120 mil alunos em visitas escolares.

A Prefeitura de São Paulo levou 51.610 estudantes da rede municipal à Bienal, em mais de 800 ônibus. Cada um recebeu um vale-livro de R$ 100 para comprar livros na feira, segundo a Secretaria Municipal de Educação. Ao todo, o benefício chegou a 209.884 pessoas, a maioria servidores municipais.

Os leitores jovens movimentaram as filas. Segundo o balanço publicado pelo Diário do Centro do Mundo, títulos populares nas redes sociais puxaram as vendas. A Intrínseca registrou alta de 85% no faturamento e teve seis livros da americana Lynn Painter entre os mais vendidos. A Companhia das Letras informou alta de 67% no faturamento, com o brasileiro Raphael Montes entre os destaques.

O que diz a Câmara Brasileira do Livro: A presidente da CBL, Sevani Matos, apresentou a programação em agosto. Ela afirmou: “Mais do que uma feira, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo é um grande ponto de encontro do ecossistema do livro”. Os números finais de público e faturamento foram divulgados pela organização do evento.

O recorde mostra que o livro ainda reúne multidões, sobretudo entre os mais novos. Para as famílias, a feira é uma porta de entrada. O desafio é outro: transformar o passeio de um dia em hábito de leitura em casa, ao longo dos dois anos até a próxima Bienal paulistana.

Fontes